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Vamos de Viagem

Em nosso retorno à Santiago, do Vale do Curicó, resolvemos passar uma noite perto do Vale do Maipo para visitarmos a vinícola Almaviva. De Santiago, também não é longe, mas preferimos ficar pelo meio do caminho logo.

Achei bem tranquilo o acesso à vinícola. Coloquei o endereço no wase e fui sem maiores problemas.

A Almaviva foi criada em 1997, quando a Baronesa Philippine de Rothschild e Eduardo Guilisasti Tagle, Presidente da Concha y Toro firmaram um acordo comercial, uma “joint venture” entre o Château Mouton Rothschild na França e a Concha y Torono Chile, para criar, no Chile, um vinho de acordo com o conceito francês, o Almaviva

O vinho é o resultado do encontro bem-sucedido de duas culturas: Chile oferece seu solo, o seu clima e sua vinha, enquanto a França traz suas tradições e conhecimentos vitivinícolas.

A propriedade Almaviva inclui uma mansão, uma adega e um vinhedo de 85 hectares com 60 plantados. São três as principais uvas de Bordeaux: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Carmenere, as quais dão origem ao vinho Almaviva, sendo o maior porcentual na composição do vinho a uva Cabernet Sauvignon ( de 60 a 75 % ), que é a mais cultivada no Chile. Inicialmente o vinho era composto de duas uvas: Cabernet Sauvignon e Carmenére, após alguns anos a Cabernet Franc foi introduzida no Blend e finalmente e recentemente a Merlot. Esta “mistura” procura trazer mais complexidade ao vinho. Já estão plantados os vinhedos de Petit Verdot, nova e quinta uva que já esta sendo utilizada nas safras mais jovens.

A imagem do rótulo é uma reverência aos ancestrais chilenos, com a reprodução de um desenho que simboliza a visão do universo pela civilização Mapuche.

Em 2001 obteve a mais alta pontuação alcançada por um vinho sul americano, 95 pontos pela revista americana, “wine spectador”, especializada em vinhos. O nome Almaviva, apesar de soar hispânico, é de origem francesa.

Fomos recebidos pelo enólogo Michel Friou, enólogo exclusivo da Almaviva desde 2008,  nos guiou por toda a nossa visita, desde o conhecimento do terroir até a degustação. Fizemos uma degustação vertical do almaviva, que eu acho a degustação mais interessante por provar o mesmo vinho em safras diferentes. O primeiro vinho era safra 2007,  cabernet sauvignon 64%, carménère 28%, cabernet franc 7% e merlot 1%, envelhecimento por 18 meses em barricas francesas. O segundo vinho foi safra 2012, cabernet sauvignon 65%, carménère 24%, cabernet franc 8%, petit verdot 2% e merlot 1%, envelhecimento por 19 meses em barricas francesas. Particularmente, gostei mais da safra 2007, pois já era um vinho mais aveludado , com os taninos mais macios.

As visitas são feitas somente com reserva prévia e todas são privadas. O custo da visita é de USD100 (na época que fomos). É possivel comprar o almaviva dentro da vinícola, mas o preço é o mesmo das lojas externas.

Foi uma experiência incrível. A vinícola é linda, super organizada, atendimento excelente e a degustação deliciosa e super charmosa.  Para quem curte, vale muito a pena.

As reservas podem ser feitas através do e-mail.

http://www.almavivawinery.com/

visitalmaviva@almaviva.cl

Av. Sta. Rosa 821, Santiago, Puente Alto, Región Metropolitana, Chile

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