Desde sua estréia em 2014, essa, foi sua maior edição, com 79 produtores, mais de 600 rótulos, cursos, palestras e uma área de conveniência para poder degustar vinhos em um espaço descontraído e charmoso.

Para quem não conhece, Portugal possui uma das produções vinícolas mais premiadas do mundo. Com sua combinação de clima, solo, grande diversidade de uvas e ainda, profissionais competentes e conceituados, o país vem conseguindo produzir ótimos vinhos ao longo dos anos.

Fomos convidados para participar desse grande evento e, é obvio, que fomos com muito prazer.

Começamos nossa programação com o Mercado de Vinhos. Um espaço onde os produtores expõem seus vinhos e o cliente prova o que quiser, ou o que aguentar, por um período de 2h. São muitos vinhos.

Sugiro dar uma olhada em todos e escolher os que deseja degustar, pois não há tempo suficiente para degustar todos e, mesmo que tivesse tempo, é humanamente impossível em apenas 2h, fazer degustação de mais de 600 vinhos.

Nós fomos nos nossos favoritos: Esporão, Quinta do Crasto, Dona Maria e Quinta do Vallado. Amo todos e não me arrependi de degustá-los novamente.

Seguindo nossa programação, fomos para a “Sessão Tomar um Copo”, com o tema Viagem ao Centro de Portugal.

Muito interessante pois elas falaram sobre os diversos vinhos que podemos encontrar em cada região de Portugal e associaram lugares que são interessantes de conhecer nessas regiões.

Uma das apresentadoras era da secretaria de turismo de Portugal e nos deu várias dicas legais sobre onde ficar, o que e onde comer, e, claro, quais vinhos degustar nesses locais. Viajamos junto com elas nessa prazerosa palestra. Sem falar nos deliciosos vinhos que degustamos durante essa sessão. Delícia!!!

À noite tínhamos 1 palestra e 1 prova especial, então, tivemos que nos separar.

Joca foi assistir o Rui Falcão falando sobre os Grandes Vinhos do Alentejo.

Eu segui para a “Prova Especial” com Dirceu Vianna Júnior falando sobre: Portugal, uma viagem pela diversidade. Dirceu é o único Master of Wine de língua portuguesa. É brasileiro mas mora em Londres há mais de 15 anos. Muito simpático!

Nós falou um pouco sobre o variado clima, solo, diversas regiões e sobre a variedade imensa das castas e dos vinhos em Portugal. Depois fomos para a degustação.

Começamos com um espumante da região da Bairrada, região central de Portugal. A região tem a classificação DOC (Denominação de Origem Controlada) e destaca-se pelos tintos de cor densa e elevados taninos, da casta local Baga, embora se notabilize também pelos vinhos brancos e espumantes de qualidade, resultado da diversidade de solos. O espumante escolhido por ele foi o Reserva Marques de Marialva 2014. Um espumante branco, 50% Bical, 50% Arinto,  com espumantização pelo método clássico e estágio de no mínimo 12 meses em cave e 1 mês após dégorgement. Baixo açúcar residual, menos de 5g. Um espumante leve, frutado, com uma frescura vibrante, final longo e persistente. Muito gostoso!

O segundo vinho foi um vinho verde do Anselmo Mendes. Muros de Melgaço 2016. Da região do Minho, situada ao norte de Portugal, marcada pelo verde da terra e o azul do mar e conhecida pela produção dos vinhos verdes. O vinho que degustamos é feito 100% da uva Alvarinho, com amadurecimento por 6 meses em barricas de carvalho francês. Um vinho de corpo, fresco e pouco tânico. Achei interessante!

Terceiro vinho: Dona Maria Touriga Nacional 2013. Eu sou suspeita para falar da Dona Maria. Além de ser um lugar incrível, todos os vinhos são fantásticos. Esse não deixou a desejar. Da região do Alentejo, centro sul de Portugal, conhecida pelo seu patrimônio histórico, cultural e arquitetônico. Sobre o vinho, podemos falar que é feito 100% da uva Touriga Nacional, do produtor Julio Bastos, estagiou 1 ano em barricas novas de carvalho francês. O sabor é sedoso, equilibrado, com uma boa acidez, persistente e com taninos redondos. Delicioso!!!

Quarto vinho: Conde de Vimioso reserva 2014. Da região do Tejo, localizada no coração de Portugal. Diversidade de solos e climas aliados a explorações vitivinícolas de grande dimensão com baixos custos de produção são as principais características da região. O vinho é produzido das castas Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah, Aragonez. Com aromas minerais, ameixa seca, macio, taninos robustos e complexos que conferem grande potencial de envelhecimento. Ganhou 93 pontos Wine Enthusiast Magazine.

Quinto vinho: Quinta do Vallado Reserva Field Blend 2015. Da linda região do Douro. Localizada no nordeste de Portugal, classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural e rodeada de montanhas que lhe dão características particulares. O vinho, feito 85% de vinhas velhas, de aproximadamente 100 anos e 15% de vinhas com aproximados 20 anos. As castas são diversas, entre outras: Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca, Tinta Barroca,Touriga Nacional e Touriga Franca. Envelhecimento em meias pipas de carvalho Francês onde permaneceram durante 18 meses. 60% barricas novas e 40% barricas usadas. Muito concentrado, com notas de madeira de carvalho, figo e amora, tabaco. Muito encorpado, com taninos maduros e redondos. O final é elegante, mineral, muito persistente e complexo. Para mim foi o melhor da degustação!

Sexto e último vinho: Moscatel Roxo, da Adega de Pegões. Da região de Setúbal.  Região caracterizada por um microclima com ótimas condições climáticas, onde se destaca os solos arenosos mais ricos em água e o clima Mediterrâneo com mais influência marítima devido à proximidade do mar. É um vinho licoroso, 100% Moscatel Roxo. Foi eleito o melhor Moscatel do Mundo no famoso concurso “best muscat du monde 2016” que se realizou na França. Eu não curto muito vinhos doces, então, para o meu paladar, não agradou muito.

Foi uma ótima palestra e experiência!

Geralmente, a Feira de Portugal acontece 1 vez ao ano no Rio de Janeiro e é uma excelente oportunidade para conhecer um pouco sobre esse lindo país e sobre seus deliciosos e diversos vinhos. Aproveite e não perca a próxima edição.

Até lá…